Alternador: Para que serve e como funciona

Qualquer carro, por mais simples que seja, tem um sistema elétrico: faróis, lanternas, rádio, limpadores, motor de arranque, ar-condicionado, desembaçador e até mesmo o sistema de ignição, que é fundamental para a partida do motor, dependem de energia elétrica para funcionar. A bateria, uma série de acumuladores de energia encaixotados um ao lado do outro, consegue produzir essa energia elétrica, mas com limitações: a amperagem da bateria indica sua capacidade de produzir essa energia elétrica, e sua durabilidade antes de descarregar será definida por quanto do sistema elétrico estiver ligado ao mesmo tempo.





Como acontece no seu telefone celular, há um momento em que você utiliza toda a carga da bateria, precisando de uma recarga em uma tomada elétrica. Nos carros, não é muito diferente. Para que a bateria não se descarregue totalmente, é preciso repor sua carga, e nesse caso o alternador, que na verdade é um pequeno gerador elétrico, será o responsável por isso.

Ligado diretamente no motor por polias e correia, ele gira, produzindo a energia suficiente para recarregar a bateria, e é claro que sua correia deve estar sempre em perfeito estado de conservação para que seu trabalho seja feito corretamente. O alternador, como o próprio nome diz, é um gerador de corrente alternada que, desde a rotação de marcha lenta do motor, já produzirá toda a energia elétrica necessária para o sistema elétrico de um veículo.





Mesmo em situações críticas, como por exemplo a noite (faróis, lanternas e demais luzes acesas), com chuva (ar-condicionado, limpadores e desembaçadores dianteiros e traseiros ligados) e no trânsito pesado (quando o ventilador do radiador liga com frequência, além do regime de rotações do motor for baixo), o alternador garante que tudo isso funcione perfeitamente bem, inclusive com alguns mimos como rádio ou luz interna também funcionando.


Os carros de antigamente teriam dificuldade de fazer essa mesma façanha, isso porque eles utilizavam o antigo dínamo, que gerava apenas corrente contínua e somente com o motor acima de rotações médias. Basicamente, ele não carregava em marcha lenta nem em rotações um pouco acima disso, e isso certamente gerava problemas elétricos nos carros quando se enfrentava um congestionamento. Por esse e outros problemas, até meados dos anos 70, todos os veículos nacionais já vinham com alternador no lugar do dínamo.





Teoricamente, o alternador dura por toda a vida do carro, mas ele precisa de alguns reparos como troca de rolamentos, regulador de voltagem, ou refazer seu rolamento interno em casos mais graves. Alguma falha nele ou em algum outro componente do sistema elétrico é indicado pela luz da bateria no painel de instrumentos.





Nesse caso, o ideal é se dirigir até uma concessionária autorizada ou algum eletricista automotivo de confiança para a verificação precisa do defeito, que, no caso do alternador, ele pode não gerar carga suficiente para a bateria, o que certamente fará seu carro apagar por falta de carga quando for exigido muito do sistema elétrico.

Douglas Mendonça

Jornalista na área automobilística há 45 anos, trabalhou na revista Quatro Rodas por 10 anos e na Revista Motor Show por 24 anos, de onde foi diretor de redação de 2007 até 2016. Formado em comunicação na Faculdade Cásper Líbero, estudou três anos de engenharia mecânica na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e no Instituto de Engenharia Paulista (IEP). Como piloto, venceu a Mil Milhas Brasileiras em 1983 e os Mil Quilômetros de Brasília em 2004, além de ter participado em competições de várias categorias do automobilismo brasileiro. Tem 64 anos, é casado e tem três filhos homens, de 17, 28 e 31 anos.

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